Durante essa minha longa caminhada profissional, venho sido abordado e requisitado por diversos usuários e profissionais GeneXus pelo Brasil – gostaria inclusive de agradecer o contato e fortalecer a minha disponibilidade – em busca de esclarecimentos e ajudas em seus projetos e, uma das questões mais requisitadas é “Qual padrão a ser aplicado e quais são as boas práticas?”. Essa é uma questão simples e ao mesmo tempo abstrata que abordo neste artigo.
Em uma primeira visão, devemos entender que o GeneXus, por si, possui um grande facilitador e organizador de Artefatos de Análise, separando o “joio do trigo” com grande sutileza. Internamente, em quase todos os objetos GX, possuímos a aba Documents que nos proporciona a inserção livre de informações relevantes e que compõem o conceito deste mesmo objeto. Costumo dar ao novo analista desta KB, uma explicação objetiva do que se trata este objeto, um parágrafo sucinto sobre as regras e as referências à outros objetos da KB, além de uma relação de Casos de Uso, que puderam ser aplicados para a elaboração deste objeto, e fazendo referência direta à este CDU que nada mais é do que um objeto do tipo Document.
Outra coisa muito importante a ser citada são os padrões a serem adotados no desenvolvimento e implementação das telas, códigos e demais funcionalidades que agregam a sua KB. É de extrema importância ser adotado um padrão pois, com toda certeza, em uma equipe de desenvolvimento, quando não possuímos estes tais padrões, nossa KB se transformará em uma verdadeira “salada de frutas”. Neste link podemos encontrar uma documentação que cita como devemos (ou deveríamos) globalizar alguns destes métodos.
Uma outra dica que dou, e que utilizo com bastante frequência, são os prefixos nos objetos GeneXus. Isso ajuda (e como) na busca por estes tais objetos quando nos deparamos com uma KB que possui centenas ou até milhares deles espalhados por seus diretórios (que não é o melhor meio organizador, diga-se de passagem, podendo ser utilizadas as Categorys, que veremos em um artigo futuro). Por exemplo, digamos que você esteja à procura da tela de cadastro de clientes. Ao solicitarmos a busca por objetos (utilizando o CTRL+J) simplesmente digitando a palavra “cliente”, certamente teremos diversos objetos – procedures, SDTs, Data Provides, etc – que contenham esta palavra chave. Por outro lado, ao atribuirmos este padrão, basta informar “WpCliente” (WP refere-se à um objeto do tipo Web Panel) que teremos uma maior objetividade e clareza de resultados.
Para finalizar, e apenas lembrando, nunca deixem de relacionar todos os seus artefatos e componentes na sua KB, mesmo que estes não se tratem de objetos GeneXus. Isto porque, quando lidamos com uma diversidade grande de informações, o mais importante é centralizarmos nosso repositório e, nada mais óbvio que utilizarmos a própria IDE do GeneXus para este fim que, além de tudo, nos facilita neste trabalho.
De certa forma espero ter ajudado. Bom trabalho a todos!



